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Curso FIC de Educação inclusiva quebra recorde de estudantes matriculados.

Publicado: Quinta, 11 de Junho de 2026, 11h19 | Última atualização em Quinta, 11 de Junho de 2026, 11h56

O Campus Muzambinho deu início ao “Educação Inclusiva na prática”, um curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) à distância que visa capacitar educadores para a promoção da educação especial. A iniciativa se consolidou não apenas por ser o primeiro esforço do Campus nesta área de formação, como também quebrou o recorde de estudantes: Ao todo, foram 5.227 matriculas, o maior número de estudantes já registrado em um curso FIC do Campus Muzambinho.

Inicialmente projetado para instruir a comunidade interna, o curso previa 500 vagas, sendo o conteúdo voltado para estudantes de licenciatura, em especial pedagogia, mas também a profissionais que atuem diretamente com pessoas com necessidades específicas.

Diante do número de inscritos, a equipe reorganizou a estrutura inicialmente planejada para o curso, viabilizando mais autonomia e protagonismo ao longo da formação, que passou a adotar uma estratégia auto-instrucional. Com isso, foi possível atender a estudantes de diversas regiões do Brasil, incluindo profissionais como psicólogos, terapeutas, docentes ou mesmo mães atípicas que atuam no ramo da educação.

andiara e julianoO curso é coordenado pela docente de Atendimento Educacional Especializado, Professora Andiara Cristina de Souza, que destacou o aumento do público-alvo da Educação Especial como fator determinante para a criação de um curso na área; Para ela, este é um dos motivos que explicam o recorde de alunos matriculados no curso proposto pelo Campus Muzambinho, bem como a opção pelo formato de Ensino a Distância, que democratizou o acesso ao conteúdo. 

“Esses estudantes estão ocupando um espaço que é deles por direito, mas que por muitos anos não ocuparam [...] Esse crescente aumento do público-alvo acabou motivando os educadores a buscarem mais formação e conhecimento. As pessoas estão ansiosas por este tipo de conteúdo!”.

Andiara elencou ainda alguns dos tópicos abordados no curso, como as funções dos profissionais da equipe, os documentos associados ou ferramentas como PEI (Plano Educacional Individualizado). Segundo ela, todas essas informações podem ser desafiadoras para os profissionais com pouca experiência no ramo.
“As equipes acabam ficando confusas sobre como instrumentalizar toda a documentação obrigatória ou de que modo vão levar essa educação inclusiva aos estudantes - comentou.

O coordenador do Napne (Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas), Juliano Strabelli, destacou ainda a importância do papel dos educadores no que diz respeito à Educação Inclusiva.

“Esse curso chama a atenção para um ponto sensível, e que muitas vezes passa despercebido nas instituições, que é a responsabilidade coletiva. Essa é uma missão compartilhada, e as pessoas precisam compreender que a educação inclusiva não é opcional” - declarou - “Então, independente da condição ou quantidade de estudantes da Educação Especial, é preciso que os educadores se preparem para a atuação com esse público”.

eduaniNeste sentido, o curso foi também projetado para capacitar docentes do próprio IFSULDEMINAS. Uma das estudantes inscritas é a professora EBTT Eduani de Cássia Souza Teodoro, que comentou a importância de que os docentes busquem esse tipo de formação.

“Unir o conhecimento teórico à prática é o que torna a docência mais empática e livre de capacitismo. Como professora, é muito significativo poder participar de um curso promovido pelo próprio IFSULDEMINAS, e que conta com profissionais tão qualificados e comprometidos com a inclusão. O curso nos ensina a pensar em conjunto na construção de uma sala de aula inclusiva, eliminando barreiras para todos os estudantes” - comentou.

Sobre as expectativas em relação à bagagem que os estudantes levarão após o curso, a coordenadora Andiara comentou que eles saiam sensibilizados à causa da Educação Especial.

“Em primeiro lugar, esperamos que as pessoas desenvolvam a paixão pela educação especial, porque é uma questão de profissionalismo, mas antes de tudo de amor ao ser humano e a diversidade. Queremos também que as pessoas possam ver a escola como um local de ingresso, permanência e sucesso, independente da sua condição”.

Texto e Fotos: ASCOM do Campus Muzambinho 












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