Projeto articula linguagens, pesquisa e extensão à formação docente
Projeto de Educação Física articula linguagens, pesquisa e extensão na formação de professores
Ao tratar a Educação Física na área de linguagem, e não só como execução de práticas corporais, um projeto do Campus Muzambinho vem construindo uma formação continuada em rede com docentes da educação básica no Sul de Minas Gerais. A iniciativa articula pesquisa e extensão em diálogo direto com escolas e secretarias municipais, a partir da prática docente.
Intitulado “Educação Física escolar e linguagens: formação continuada de professoras e professores da rede pública do Sul de Minas Gerais”, o projeto é coordenado pelo professor Arnaldo Sifuentes Leitão, com a colaboração de Marcos So, Dimitri Wuo, Mauro Betti, Rogério Grillo e Gilson Rodrigues.
O projeto se organiza como formação colaborativa, com encontros presenciais e acompanhamento online. Nesse processo, os docentes compartilham registros de aula, que são sistematizados pela equipe e discutidos coletivamente.
No ciclo anterior, a formação reuniu 40 docentes de oito municípios, com impacto estimado em 1.200 estudantes. Atualmente, a ação segue com 40 docentes, oito bolsistas e parcerias com secretarias de Educação e prefeituras, fortalecendo a Educação Física no debate curricular.
Um eixo do projeto é a elaboração, ao longo de dois anos, de uma matriz didático-pedagógica baseada em princípios de ação e em leitura semiótica da prática.
A matriz funciona como instrumento de análise da prática docente, que posiciona a Educação Física na área de Linguagens; na prática, ela orienta o planejamento, o registro das aulas e a avaliação das aprendizagens.
A articulação institucional é outro traço do projeto: reúne profissionais da rede pública, secretarias municipais e pesquisadores da área, fortalecendo a relação entre escola e instituto e criando uma comunidade de prática.
O reconhecimento nacional veio como parte desse percurso. O projeto ficou entre os dez finalistas do Prêmio Professor Rubens Murillo Marques, promovido pela Fundação Carlos Chagas. Para Arnaldo, o destaque se liga ao modo de conduzir a formação:
“A seleção reforça a dimensão pública do trabalho e destaca o impacto de uma proposta construída coletivamente, com a escola e com os/as professores/as.”
Para os próximos passos, a equipe prevê ampliar a rede para novos municípios e desenvolver uma plataforma digital colaborativa, voltada à organização de práticas e registros, mantendo a formação em movimento e ampliando o acesso de docentes a processos formativos de longa duração, em articulação com outras redes de ensino.
Texto: Cláudio Vieira da Silva e Arnaldo Sifuentes Leitão
Fotos: Acervo de Arnaldo Sifuentes Leitão


Redes Sociais